sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

432 - Nelson Carvalho perdeu a corrida para a Região Vale do Tejo e o ministro Lacão está em queda livre...

O PS não está mais em condições de poder ser útil ao concelho de Abrantes.
A nível regional, o PS de Abrantes não tem aceitação nem capacidade negocial.
Não conta para nada.
Com o avolumar da crise, os munícipes não irão perceber no buraco em que ficaram metidos: não há capacidade de liderança.
Está à vista, todas as insuficiências mal desbaratadas no verão passado.
É a reedição da fábula da cigarra e da formiga...


quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

431 - Uma desgraça nunca vem só! Que mais lhe irá acontecer presidente?!

«Suspensão do IC9 pode "condicionar" projectos de crescimento da Mitsubishi no Tramagal».
Estas e outras declarações da presidente da câmara de abrantes à Lusa, via jornal o Ribatejo, ou em www.oribatejo.pt

430 - A ponte e o IC 9 foram-se...

A autarca municipal também já aderiu ao "clube dos enganados por Sócrates"!
Ou será pura "calhandrice", à moda do ministro Lacão?
Afirmando tratar-se de um “investimento estrutural para o desenvolvimento das localidades”, a presidente da Câmara reconheceu que “ainda” está a tentar perceber o que significa em concreto” o anúncio da suspensão do lançamento de novas concessões rodoviárias que estavam previstas no Orçamento do Estado para 2010, entre elas o IC9 e a construção de uma nova travessia no rio Tejo, na zona de Tramagal, uma decisão afirma vir “contra as expectativas e compromissos assumidos com os cidadãos”.
Tratem mas é de arranjar uma ponte desde a Barca do Tramagal para o Cais de Rio de Moinhos, porque a A-23 passa logo ao lado...

terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010

429 - Conselho Municipal de Segurança - ( do Faz de Conta...)

Quando a autarca não sabe quem são as outras entidades responsáveis, ou se as mesmas virão um dia a quererem sentar-se à mesma mesa, que se pode dizer mais?!
.
Agora é que a população tem motivos para ter medo
.
«A presidente da Câmara de Abrantes apelou à população para não se deixar intimidar pelo grupo de delinquentes que tem fomentado um clima de insegurança na cidade e para apresentar queixa junto das autoridades sempre que tenha conhecimento de actos ilícitos.
E acrescentou:
- “esse grupo de jovens, alguns com menos de 16 anos, está identificado como sendo o responsável pelo clima de medo e de insegurança que se sente em determinados pontos da cidade, e sobre alguns deles recaem processos tutelares educativos no Tribunal Judicial de Abrantes".
A autarca vincou: "não tenham medo de represálias e apresentem queixa junto das autoridades policiais".
E apontou a criação de um Conselho Municipal de Segurança (CMS) e respectivo regulamento, um instrumento considerado "fundamental" para combater os fenómenos da criminalidade e da delinquência no concelho. Paradoxalmente, logo identificou o CMS como uma entidade de natureza consultiva e avisou que o CMS "não é uma varinha de condão e não vai resolver os problemas no imediato", tendo afirmado "acreditar" que irá "sentar à mesma mesa" as várias autoridades com responsabilidades na matéria.
Infelizmente, para os abrantinos, essas autoridades ditas com responsabilidades, diante de tamanha gravidade, nem sequer se acharam no dever de se sentarem à mesma mesa para analisarem o problema. Isso diz tudo.
Mais: a autarca não sabe ao certo quem sejam essas entidades responsáveis, e se as mesmas querem ou estarão dispostas a sentarem-se à mesma mesa, o que é algo caricato e não augura nada de bom.

Quando já estão todos os autores das turbulências identificados e com processos a correrem em Tribunal, a autarca acabou por negar ser Abrantes uma cidade insegura. Outra terrível contradição e uma desmotivação para as ditas entidades responsáveis procurarem o CMS agora criado.
E se a Câmara nunca actuou antes da agressão perpetuada por dois desses jovens, (ao dono do automóvel danificado e à sua filha em plena cidade), e se é essa mesma autarca, quem vai avisando para não esperarem por resultados imediatos, então torna-se por demais evidente, que agora é que será mesmo caso, para todos os munícipes recearem o pior.

segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010

428 - O ministro dos Assuntos Parlamentares é o abrantino, presidente da Assembleia Municipal

Segundo fonte do Ministro dos Assuntos Parlamentares, à Lusa, "o governo não se ocupa de casos fabricados com base em conversas de calhandrices".
A fonte do ministro não desmentiu a existência das conversas de calhandrices. Essas conversas, que a fonte classifica de calhandrices, pelos vistos sempre existiram. Logo, o primeiro-ministro do governo de Portugal teve com outros dois ministros seus, conversas de calhandrices...
Afinal o "governo" ocupa-se e muito, em ter conversas de calhandrices!
.
O CDS/PP de Abrantes não vê como boa imagem para o concelho esta participação em tema tão abominável, do nome do autrarca de Abrantes.
.
Esta nota não é abonatória para Abrantes:
Segundo a agência noticiosa, uma fonte do Ministério dos Assuntos Parlamentares disse que "o Governo não se ocupa de casos fabricados com base em calhandrices".

domingo, 31 de Janeiro de 2010

427 - ELIMINAR a pobreza extrema é o caminho mais curto para se chegar à SEGURANÇA

Do editorial do "i"

A terrível situação que se vive no Haiti - e que se acompanha no Ocidente à distância - tornou-se, hoje, um problema de criminalidade. Já não é o terramoto que faz as notícias, mas as pilhagens e a violência nas ruas.
O Ocidente - dos Estados Unidos da América à Europa - tem uma forma de lidar com essa violência: mandar forças armadas e pedir- -lhes que usem o bastão com a necessária violência.
A ideia está certa - é preciso defender todos quantos em Port-au-Prince nada querem com crime e pilhagem. Mas o Ocidente, como sempre, está a procurar resolver um problema usando as ferramentas que conhece.
Parece conversa fiada, mas é assunto que dá que pensar.
Kishore Mahbubani é um conceituado professor de Políticas Públicas na Universidade de Singapura. O seu nome é respeitado da Índia à China pelas ideias modernas e asiáticas que defende. Não é contra o Ocidente: foi presidente do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
O que Kishore não aceita é que os problemas do mundo sejam olhados apenas a partir desta perspectiva ocidental.
No crime, por exemplo. Em Julho deste ano Kishore assinou um artigo no "Straits Times", de Singapura, procurando explicar por que razão a taxa de criminalidade é tão baixa nesta cidade-estado.
Chegou a conclusões que parecem quase absurdas aplicadas ao Haiti - para ele, a razão da ausência de crime não é a polícia eficaz ou o Estado-força; é a ausência de pobreza desesperante.
Sem ela não existe razão para roubar. Para que tudo se mantenha assim, Kishore está a pôr em marcha políticas públicas como esta: cada habitante com emprego e um bom salário de Singapura deve cuidar de um outro habitante sem emprego ou com baixo salário. Brincadeira?
Kishore Mahbubani é um homem ouvido em toda a Ásia, e o seu texto mais influente (dos últimos meses) foi publicado este Novembro no americano New York Times.

426 - Falar com seriedade em SEGURANÇA, não é chamar a polícia e escrever a pedir mais segurança para os nossos e balas e cacete para os outros...

O editorial sobre as ideias de Kishore Mahbubani gerou entusiasmo: pela originalidade do pensamento...
in o jornal " i ", no editorial de Marim Avillez Figueiredo de há dias...
.
É preciso combater a miséria das pessoas que vivem à nossa volta. A nossa segurança passa por aí.
Não é "empurrá-los" para os guetos, nas aldeias - como soou numa voz que já foi importante no PSD - ou nas periferias urbanas e depois chamar a polícia para montar um cerco protector à cidade - dia e noite - como se isso fosse uma solução sustentável.
.
Com uma pequena percentagem dos dinheiros gastos na imponência do Estádio Municipal, das Piscinas Municipais, do campo de basebol poderia estar a funcionar uma associação desportiva vocacionada para jovens com problemas de integração social. E a partir dessa experiência concentrar apoios dos Fundos do Desporto e dos Fundos Sociais em obras de mobilização das camadas menos protegidas.
.
Todavia, essa estrutura nem sequer está delineada, quanto mais preparada para arrancar.
Dar conferências nos media só serve para minar a concentração de esforços na consciencialização da cidadania. Do que resultou dessa conferência do PSD, é que esse partido nada tem para oferecer. A não ser vulgarizar a questão, mostrar falta de alternativas, o que resultará na "ilibação" do próprio executivo PS.
As propostas do Sr. Kishore têm toda a pertinência. É um pensamento de um oriental, que nenhum ocidental pode ignorar.